Atletas da equipe Nativos contam como foi sua participação na São Silvestre 2018

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Por Gilberto Dutra

No último dia do ano de 2018, milhares de atletas, participaram da 94a Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo. Destes quatro atletas correram pela equipe Nativos de São João Nepomuceno. Cláudia Campos, Hudson Itaborahy Júnior, Ana Paula Martins Paixão e Josiane Passe, conversaram com o nosso site sobre a participação na corrida.
Cláudia Campos 
  Há 2 anos na equipe Nativos, ela já corria antes, mas começou a participar de competições pela equipe. A atleta da Nativos, disse que na primeira vez que viu a São Silvestre, gostou muito. Na época, a corrida era meia noite, Claudia falava que um dia estaria lá.
  Ela participou das duas últimas edições e tem vontade de voltar com a equipe. No ano de 2017, estava bem, se preparando para a participar. Mas perto do Natal, ela ficou doente, com febre, parada. Cláudia procurou ajuda do médico, pois queria muito participar da São Silvestre. E completou: “corri tomando antibiótico, antialérgico, anti-inflamatório. Mas não desisti, só queria cruzar a linha de chegada e consegui fazer o percurso todo”. Seu marido estava junto mas não correu devido a uma lesão. Cláudia Campos informou que seu tempo líquido foi de 01h45min. 
  Em 2018, não se preparou muito para a São Silvestre, por já ter corrido antes e perceber que é mais divertimento do que competição. Ela conta que foi muito tranquila, que se divertiu e que tirou muitas fotos na corrida. Com isso, Cláudia disse que seu tempo foi de 01h58min. 
  Sobre a experiência de ter participado, como disse, São Silvestre, não é para ser um desafio é para se divertir, fazer amizades, lá tem todos os tipos de pessoas, o público vibra, te apoia, os corredores ajudam um ao outro, se divertem. Vale a pena o corredor estar lá. 
  São Silvestre é competição, para aqueles focados e que querem melhorar seu tempo, é necessário chegar muito cedo e ir para perto da largada, desse jeito, alcançará o que busca. Então, “curta o momento, aproveite pra olhar pro lado e conhecer São Paulo, pois o percurso é excelente, interaja com o público, eles dão maior força e saiba que parece muito, mas é uma corrida tão leve que qualquer pessoa conseguirá cruzar a linha de chegada.  É emocionante tanto a largada como a chegada. Vale a pena ter essa experiência”, disse Cláudia para as pessoas que sonham em participar da São Silvestre.

CLÁUDIA COM A MEDALHA NA EDIÇÃO DE 2017 DA SÃO SILVESTRE. FOTO CEDIDA PELA ENTREVISTADA.
SELFIE FEITA POR CLÁUDIA NA SÃO SILVESTRE DE 2017. FOTO CEDIDA PELA ENTREVISTADA.
DA ESQUERDA PARA A DIREITA : CLÁUDIA CAMPOS, HUDSON ITABORAHY JÚNIOR E JOSIANE PASSE. FOTO CEDIDA POR CLÁUDIA CAMPOS.
CLÁUDIA CAMPOS EM FRENTE À FOTO AÉREA DO PERCURSO DA SÃO SILVESTRE. FOTO CEDIDA POR CLÁUDIA CAMPOS.
Hudson Itaborahy Júnior 
  Já o marido de Cláudia, que esteve presente nas duas corridas a qual ela participou, sendo que correu apenas na edição de 2018. Ele está na equipe Nativos há cerca de um ano e meio, mas, corre há muitos anos, ao entrar na Equipe, Hudson percebeu que a esposa queria participar da São Silvestre, ele pensou que seria um desafio a superar. 
 Sua preparação para a corrida, iniciou com a ida ao Ambulatório de Trauma do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), por causa de um problema no joelho direito. Eles disseram para ele fazer pilates funcional onde aumentou sua musculatura.
  Voltou a correr aumentando aos poucos a distância do percurso chegando até 15 km, a mesma que percorreria na São Silvestre. Por cautela, devido a lesão, ele moderou o ritmo e seu tempo líquido foi de 01h48min, comentou.  
  Segundo ele participar da prova, foi passar de seu limite, com uma superação de uma lesão muscular com a qual ele conviveu na prova. Outra grande experiência, “é compartilhar da alegria de milhares de corredores de todo país, que em sua maioria não está ali para competir, mas para festejar na prova mais tradicional do Brasil, o seu ano de competições”, disse Ninha, como é conhecido.  
   Para quem sonha em estar em uma São Silvestre, Hudson Ytaborahy Júnior, aconselhou da seguinte forma, Se ainda não começou a correr faça exames físicos e cardiológicos. Se tem lesões trate-as. Entre para uma equipe de corredores, pois sozinho não é fácil vencer as dificuldades. Caso for de São João, entre para a equipe Nativos, onde terá ajuda para treinar e estar em competições de pequeno porte. Evolua até alcançar os 15 km. Por último, junte dinheiro, devido ao custo, ida até São Paulo e hospedagem.

HUDSON E CLÁUDIA COM SUAS MEDALHAS.FOTO CEDIDA POR CLÁUDIA CAMPOS.FOTO CEDIDA POR CLÁUDIA CAMPOS.
SELFIE DE CLÁUDIA COM O MARIDO NA SÃO SILVESTRE.FOTO CEDIDA POR CLÁUDIA.
SELFIE DE CLÁUDIA AO LADO DO MARIDO CORRENDO NA SÃO SILVESTRE. FOTO CEDIDA POR CLÁUDIA CAMPOS.
Ana Paula Martins Paixão
  Ana Paula morava em Juiz de Fora, estudava, trabalhava e corria, mas não tinha dinheiro para as competições. Veio para São João Nepomuceno, em 2017 e continuou a correr, entrou para a equipe Nativos em maio de 2018, no entanto começou a participar das competições. 
  Em 2018, foi sua estreia na São Silvestre. Ela terminou a faculdade em 2017, e dizia que caso isso ocorresse, se prepararia para estar na São Silvestre. Quando começou a participar de competições, já estava certa que estaria lá. Preparou com treinos e fez um funcional para ajudar mais. Segundo ela, não participa para ganhar de outros competidores, mas, sim, por autossuperação. 
  Ao comentar como foi a São Silvestre, “Foi sensacional, maravilhoso! Não há palavras para descrever a energia de uma São Silvestre”. Seu tempo líquido,02h00, devido a quantidade de competidores não tem como correr muito. Respeitando o espaço de cada um, para não machucar os outros e a si mesma, disse a representante da Equipe Nativos. 
  Para terminar, ela incentivou aos que pensam em ir um dia na São Silvestre, “que vá. Curta o máximo que puder, vale muito a pena”.

ANA PAULA MARTINS DA PAIXÃO CORRENDO. FOTO CEDIDA PELA ENTREVISTADA.

ANA PAULA EM FRENTE AO MASP.FOTO CEDIDA PELA ENTREVISTADA
Josiane Passe
   Josiane mora em Rochedo de Minas há 12 anos, mas é de São João Nepomuceno. Ela está na equipe Nativos há quase dois anos. A última edição, foi sua primeira participação na São Silvestre. Desde 2017, sonhava em correr lá. Mas, o fator financeiro atrapalhou. Familiares e amigos, incentivaram ela a participar da corrida. Para ela foi sensacional, por conhecer muitas pessoas que compartilham da paixão por correr, aprendeu que nem tudo é sempre o que pensamos, mas com as mesmas satisfações. Ela completou a prova num tempo líquido, que é cronometrado a partir do tapete de largada até o de chegada através de um chip que fica no atleta, foi de 01h48min.
   Sua preparação foi com treinos e corridas em 2018, para estar apta para a corrida, mas nada específico. 
  Aos que querem ir pela primeira vez, ela disse para ir com o coração aberto, não se importar com tempo de completar a prova, para não sentir decepcionado consigo. Estando nos pelotões gerais, complica ao alcançar um tempo determinado, mas a corrida não será desanimadora se o corredor aproveitar cada quilômetro. Celebrando um ano treinos e dedicações. Ela apoia a pessoa ir e disse que estará lá mais uma vez este ano.

JOSIANE PASSE E ANA PAULA MARTINS DA PAIXÃO. FOTO CEDIDA POR JOSIANE PASSE
JOSIANE PASSE COM SUA MEDALHA

SELFIE DE JOSIANE PASSE.FOTO CEDIDA PELA ENTREVISTADA.
JOSIANE PASSE COM SUA MEDALHA NO PESCOÇO PERTO DO MASP. FOTO CEDIDA PELA ENTREVISTADA.

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