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Zona da Mata em Alerta Máximo: O “Caminho das Águas” Põe Cidades e Rodovias em Xeque

O cenário na Zona da Mata mineira nesta quinta-feira, 8 de fevereiro de 2026, é de extrema vigilância. O que começou como uma típica humidade de verão transformou-se num corredor de instabilidade severa, levando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a elevar o nível de alerta para Vermelho (Grande Perigo). Para quem vive entre as montanhas e os vales da nossa região, o aviso é claro: o volume de chuva esperado pode ultrapassar os 100 mm em apenas 24 horas.

O Gargalo Logístico: BR-116 e BR-267 sob Monitoramento

O maior impacto imediato sente-se nas veias que alimentam a nossa economia: as rodovias. A BR-267, que liga Juiz de Fora ao circuito das águas e ao litoral, já apresenta pontos de saturação. Pequenos deslizamentos de terra foram registados nas primeiras horas da manhã no trecho entre Bicas e Leopoldina.

A PRF e o DER-MG reforçaram que a combinação de solo encharcado e as curvas sinuosas da região aumentam drasticamente o risco de quedas de barreiras. “Não é apenas a água na pista, mas a estrutura do terreno que cede”, alerta a engenharia de tráfego. Para o transporte de cargas, o atraso já é uma realidade, impactando o abastecimento local.

Cidades na Linha de Frente: Muriaé, Cataguases e Juiz de Fora

A geografia da Zona da Mata, caracterizada por fundos de vale, coloca cidades como Muriaé e Cataguases em situação de prontidão. Historicamente castigadas pelas cheias dos rios Muriaé e Pomba, estas localidades monitoram os níveis das águas minuto a minuto.

Em Juiz de Fora, o foco está nas áreas de encosta. Com o acumulado de chuvas dos últimos três dias, o solo atingiu o ponto de saturação. A Defesa Civil municipal intensificou as vistorias em bairros periféricos, onde o risco de movimentos de massa é latente. A recomendação aos moradores é direta: ao sinal de rachaduras em paredes ou postes inclinados, a evacuação deve ser imediata.

O Impacto Silencioso no Campo

Se na cidade o problema é a infraestrutura, no campo o prejuízo é silencioso. Produtores de café da região de Manhuaçu e Ervália olham para o céu com preocupação. O excesso de precipitação neste período pode causar a queda prematura de frutos e dificultar o acesso às lavouras para tratamentos essenciais. Além disso, as estradas rurais (estradões) começam a ficar intransitáveis, o que isola propriedades e encarece o escoamento da produção leiteira e hortifrúti.

O Que Esperar para as Próximas Horas?

Os modelos meteorológicos indicam que a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) continuará a bombear humidade sobre a região até ao final de semana. O jornalismo de utilidade pública lembra: este é o momento de solidariedade e prevenção.

Dicas de Segurança do Portal SJN:

  • Evite atravessar pontes se o nível do rio estiver próximo da estrutura.

  • Não estacione veículos debaixo de árvores ou redes elétricas.

  • Mantenha telemóveis carregados e acompanhe os alertas da Defesa Civil via SMS (40199).

Acompanharemos de perto qualquer alteração no estado de emergência das nossas cidades. A Zona da Mata é resiliente, mas a força das águas exige respeito e cautela.

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