Que tal este teatro agora em São João?

Por Nilson Magno Baptista

Com este título acima escrevi uma crônica na coluna “Nilson Escreve”, da qual eu era titular no jornal “Novidade”, isso em julho de 1977, ou seja, há 42 anos e alguns meses. Nessa crônica eu comentava sobre a peça “Cem gramas de homem”, encenada pelo “Gruta”(Grupo de Teatro Amador) no Clube Democráticos, dias 21 e 22 de maio de 1977, e dirigida por José Luiz de Carvalho Nunes, que também atuava como ator. No número anterior deste jornal, o grande José Luiz havia concedido uma entrevista onde dizia de suas pretensões com relação ao grupo e também de sua confiança no incentivo e na compreensão do público são-joanense. Sob a direção de José Luiz despontaram na arte teatral Cida Rezende, Geani Itaborahy, Bel Rodrigues, Beto Barroso, Denise Côrtes e João Carpanez. Na iluminação e sonoplastia iniciavam carreira Lindolfo Valentim e Sônia Itaborahy. Entre todos esses nomes citados José Luiz de Carvalho Nunes, era a estrela maior e representava dois papéis na peça: “seu Bezerra” e “seu” Camargo. Sobre ele eu disse na época que esteve excelente nos dois papéis e como “seu” Camargo teve oportunidade de mostrar em toda a plenitude, sua veia humorística.

Pois bem, dito isso, volto meu olhar para os dias de hoje, quarenta e dois anos e alguns meses depois e vejo vários grupos teatrais em plena atividade em nossa cidade, que sedia há vários anos um festival de teatro, possuindo uma excelente casa de espetáculos, o Centro Cultural Gabriel Procópio Loures, totalmente reformado, num prédio que abrigou no passado grandes companhias teatrais e atores e atrizes de renome no Brasil e no exterior, além de ser atual  palco de atuação do fenomenal ator Márcio Heleno Silva, o “Sabones”, outro grande incentivador e guerreiro das artes cênicas são-joanenses. Sabones atualmente vem conquistando prêmios com sua “Cia.de Teatro Pais & Filhos”, onde também se apresenta sua filha Milena, juntamente com outros grandes e respeitados nomes. Isso sem falar em todos os grupos da cidade, nos quais também se encontram grandes diretores, atrizes, atores e demais participantes . Outra figura de destaque no meio teatral são-joanense é Wolney Fabiano de Morais, fundador e diretor da Cia. Novos Horizontes de Teatro, que apresenta há mais de 30 anos – se não me engano – a Paixão e Morte de Jesus Cristo , encenação emocionante que a cada ano conquista um número maior de apreciadores, tanto locais como visitantes de outros municípios.

Márcio “Sabones” figura exponencial do Teatro são-joanense e também jornalista respeitado (Imagem extraida da Internet)

José Luiz, hoje é justamente homenageado com a recente criação da “Fundação Municipal José Luiz de Carvalho Nunes”, onde seu nome ficará perpetuado como grande – talvez o maior – incentivador e produtor de artes cênicas da história cultural de São João Nepomuceno. Por essas e outras é que perguntamos novamente, depois de quarenta e dois anos e alguns meses:      Que tal este teatro agora em São João? E nós mesmo respondemos: Cada vez melhor, graças ao talento de nossos atores, diretores , produtores teatrais e demais envolvidos nessa belíssima e apaixonante forma de arte que é o TEATRO! José Luiz de Carvalho Nunes, de onde estiver, com certeza estará vibrando e aplaudindo!

Imagem extraída do site oficial da Prefeitura Municipal de São João Nepomuceno (Centro Cultural Gabriel Procópio Loures após a grande reforma realizada recentemente, e que deixou o prédio mais moderno, inclusivo e funcional)

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